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VOLIÇÃO - 28/11/2019 - 23h59

VOLIÇÃO - 28/11/2019 - 23h59 Quero escrever, quero ler Quero me apaixonar de novo Encontrar um amor que more longe Tão longe que nosso encontro seja uma odisseia Uma odisseia de tempo, grana e desejo. Quero ouvir música espanhola, Francesa, italiana e brasileira. Quero dançar foxtrot com o meu recente amor Não aquele que está lá... longe pra caralho, Mas sim aquele que eu reencontrei recentemente E que tem um nome bom e fácil de se decorar TIPO BIA , de Beatriz. Quero trair o meu longínquo amor, Quero sentir pena dele e ódio de mim mesmo. Quero me perdoar, perdoar o mundo Perdoar Hitler, apesar de não ligar. Quero ser feliz, Mas não tão feliz a ponto de esquecer a tristeza Fiel companheira de todos os homens Fiel até demais para mim... Vadia, amante e mãe, a tristeza é uma só mulher.

POEMA - À Noite, Eu e o Real

POEMA - À Noite, Eu e o Real Vou tomar um banho pra tirar o teu cheiro do meu corpo Pois se no encosto da noite o sereno não vier E uma desculpa me faltar pra justificar o molhado do rosto Direi que não foi por vênus-mulher Será pelos martírios dos ledos enganos Solavancados pelos deformes da face da Lua Que nos encobre as tristezas por debaixo dos panos E em forte foice nua, Crua, Rasga o nicho das madrugadas de TV, e janela, e ditos poemas em aquarela, e paródias teatrais de um personagem a se ser . É o chamado balanço da realidade Onde não se há desengano Numa noite de frieza fria, de choro chorado, Na fala do protagonista em dizer no mastigado da raiva "Eu não te amo"