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POEMA - À Noite, Eu e o Real

POEMA - À Noite, Eu e o Real Vou tomar um banho pra tirar o teu cheiro do meu corpo Pois se no encosto da noite o sereno não vier E uma desculpa me faltar pra justificar o molhado do rosto Direi que não foi por vênus-mulher Será pelos martírios dos ledos enganos Solavancados pelos deformes da face da Lua Que nos encobre as tristezas por debaixo dos panos E em forte foice nua, Crua, Rasga o nicho das madrugadas de TV, e janela, e ditos poemas em aquarela, e paródias teatrais de um personagem a se ser . É o chamado balanço da realidade Onde não se há desengano Numa noite de frieza fria, de choro chorado, Na fala do protagonista em dizer no mastigado da raiva "Eu não te amo"